Mapeie as áreas
Liste as áreas por nível de risco, o tamanho aproximado, os turnos que precisam de cobertura e, no hospital, o número de leitos.
O protocolo de controle de infecção ajuda a dimensionar a equipe.Informe as áreas, o nível de risco de cada uma e a cobertura de que o hospital ou a clínica precisa. A Primebid leva o pedido a empresas de limpeza que melhor atendem a sua região e você recebe até 5 propostas gratuitas para comparar.
Limpeza hospitalar, ou higienização hospitalar, é a limpeza e a desinfecção de ambientes de saúde para reduzir o risco de infecção de pacientes e equipes. A equipe trabalha exposta a risco biológico, segue o protocolo de controle de infecção do estabelecimento e precisa cumprir a NR-32, a norma de segurança do trabalho em serviços de saúde.
Por isso o contrato é diferente do de um escritório: mudam o treinamento, a técnica, os produtos, a escala e o custo. A empresa terceirizada fornece a equipe, os materiais e a supervisão; o hospital ou a clínica define as áreas, aprova o protocolo e fiscaliza a execução.
Em ambiente de saúde, as propostas só se comparam quando todas partem das mesmas áreas, da mesma escala e do mesmo protocolo.
Liste as áreas por nível de risco, o tamanho aproximado, os turnos que precisam de cobertura e, no hospital, o número de leitos.
O protocolo de controle de infecção ajuda a dimensionar a equipe.A Primebid leva o pedido a empresas de limpeza que atendem a sua região. Você recebe até 5 propostas.
O prazo varia com a região e o tamanho do escopo.Mesmas áreas, mesma escala e, na planilha, insalubridade, produtos e supervisão abertos. Depois negocie direto com a empresa escolhida.
A cotação não tem custo para quem contrata.A rotina de limpeza é montada pelo risco de cada área, na classificação usada pela Anvisa. Quanto maior o risco, mais frequente a limpeza e mais rigorosos o produto e a técnica.
| Área | O que caracteriza | Exemplos |
|---|---|---|
| Crítica | Risco maior de transmissão de infecção: procedimentos de risco ou pacientes imunodeprimidos | Centro cirúrgico, UTI, isolamento, hemodiálise, laboratório e central de material e esterilização (CME) |
| Semicrítica | Ocupada por pacientes com doenças não infecciosas ou de baixa transmissibilidade | Enfermarias, apartamentos e ambulatórios |
| Não crítica | Sem pacientes e sem procedimentos de risco | Áreas administrativas, almoxarifado e vestiários |
A frequência de cada tipo por área, os produtos e a diluição ficam no protocolo do estabelecimento. Peça que a proposta mostre o plano de trabalho por área e por turno.
Além da mão de obra, o contrato precisa cobrir o que a NR-32 exige de quem limpa serviços de saúde. Produtos e coleta de resíduos entram só se estiverem no escopo.
Treinamento antes do início e de forma continuada em higiene pessoal, risco biológico e químico, EPI e situações de emergência.
Vacinação contra tétano, difteria e hepatite B e os exames do programa de saúde ocupacional (PCMSO) de cada profissional.
Carro funcional para guardar e levar os materiais, panos e mops separados por área, luvas, máscaras, aventais e óculos.
Detergentes e desinfetantes regularizados na Anvisa e aprovados pelo controle de infecção do estabelecimento, quando incluídos no escopo.
Recolhimento e transporte dos resíduos até o abrigo, seguindo o plano de resíduos do estabelecimento (PGRSS), quando previsto.
Rotina por área e por turno, encarregado no local, inspeções com checklist e reposição de faltas pela reserva técnica.
Costumam ficar fora, ou em contrato à parte: lavanderia, esterilização de materiais, limpeza de equipamentos médicos em uso pelo paciente, controle de pragas e a coleta externa dos resíduos, feita por empresa licenciada. Deixe essa divisão clara no pedido de cotação.
O preço é mensal, por posto, como em qualquer limpeza terceirizada. Num hospital ou numa clínica, estes pontos pesam mais:
Para ter uma base de custo por posto, use a calculadora de limpeza terceirizada e some os pontos acima. Veja também os preços da limpeza hospitalar em São Paulo.
Pela lei da terceirização, quem contrata responde pelas condições de segurança, higiene e salubridade dos terceirizados dentro das suas instalações (Lei 6.019/1974, art. 5º-A, § 3º). Confira estes pontos em todas as propostas:
Registro da capacitação inicial e continuada exigida pela NR-32. A própria norma manda manter essa comprovação no local de trabalho.
Comprovante de vacinação e atestado de saúde ocupacional (ASO) de cada profissional antes de ele começar.
Técnica, produto, diluição e frequência de cada área, aprovados pelo controle de infecção do estabelecimento.
Desinfetante de uso hospitalar regularizado na Anvisa, com ficha de segurança e diluição controlada.
O grau aplicado em cada área e o laudo que o sustenta. Grau abaixo do devido barateia a proposta e vira passivo depois.
Tempo para liberar o leito depois da alta, inspeções com checklist e prazo de resposta a chamados. Veja como montar o SLA.
A NR-32 vale para qualquer serviço de saúde, do hospital ao consultório. O que muda é a rotina:
Cobertura 24 horas, áreas críticas como centro cirúrgico e UTI e limpeza terminal rápida para liberar leitos.
Limpeza antes ou depois do atendimento, salas de procedimento e recepção com circulação de pacientes.
Salas de coleta e bancadas com risco biológico. Laboratório é área crítica na classificação da Anvisa.
Pacientes imunodeprimidos e áreas críticas, com desinfecção mais frequente e rigorosa.
Salas de exame liberadas entre um paciente e outro. A limpeza dos equipamentos é combinada com a equipe técnica.
Movimento contínuo e limpeza imediata frequente, com derramamento de sangue e outros fluidos.
Normas, insalubridade, produtos e a divisão de tarefas com a enfermagem.
A concorrente é a limpeza diária, feita com o paciente no local: piso, banheiro, superfícies mais tocadas e recolhimento de resíduos. A terminal é a limpeza completa do ambiente, feita depois de alta, óbito ou transferência e em datas programadas.
Tem. A NR-15 (Anexo 14) prevê grau médio para quem tem contato com pacientes ou com objetos de uso deles não esterilizados, e grau máximo para contato com pacientes em isolamento por doença infectocontagiosa. A prestadora paga o adicional e repassa no preço; o grau de cada área deve vir do laudo.
Não existe um para tudo: o produto muda com a área e a superfície, e quem define é o protocolo de controle de infecção do estabelecimento. Entre os mais comuns estão os à base de cloro e de quaternário de amônio e o álcool 70%. Exija produto de uso hospitalar regularizado na Anvisa.
Quem define é o hospital ou a clínica. É comum a enfermagem cuidar dos equipamentos em uso pelo paciente, como monitores e bombas de infusão, e a equipe de limpeza cuidar do ambiente e do mobiliário. O importante é a divisão estar escrita no contrato, para nenhuma superfície ficar sem dono.
Precisa. A NR-32 obriga o empregador a oferecer, de graça, vacinas contra tétano, difteria e hepatite B a todo trabalhador de serviço de saúde, além das previstas no PCMSO. Peça os comprovantes antes do início do contrato.
Podem. Clínicas e consultórios costumam contratar meio período ou 44 horas, com a limpeza mais pesada fora do horário de atendimento. As exigências de treinamento e vacinação da NR-32 valem do mesmo jeito.
Convenção coletiva, piso e custos mudam de um estado para outro. Veja o que vale na sua região antes de cotar.
O Ranking da Primebid ordena as empresas pelas avaliações públicas no Google, com a metodologia aberta. Use-o para conhecer o mercado; para receber propostas alinhadas ao seu cenário e necessidades faça um pedido de cotação.
Veja também: o que entra num contrato de limpeza terceirizada
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